Novembro de 2005
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cronológica, com os mais recentes em cima.
(3 artigos publicados neste mês)
Existem, a meu ver, pelo menos três tipos de igualdade a que se pode aspirar – e que parece possível alcançar.
Com a ressalva “e que parece possível alcançar” excluo, aqui, a igualdade absoluta em todos os aspectos: a igualdade de gêmeos monozigóticos (univitelinos) ou de clones nascidos e criados em condições ambientais, inclusive culturais, absolutamente idênticas. Nessa hipótese todos seríamos absolutamente iguais, tanto geneticamente como nas características desenvolvidas.
Mesmo assim, só se pode imaginar que todos seríamos absolutamente iguais nessa hipótese, até mesmo em termos de resultados (daquilo que cada um fizer com sua vida), se for excluída a possibilidade do livre arbítrio. Se o livre arbítrio for inserido na equação, é possível imaginar até mesmo que indivíduos geneticamente idênticos nascidos e criados em condições idênticas tomem decisões diferentes, e, portanto, alcancem resultados diferentes em suas vidas...
Mas essa hipótese considero inalcançável, pelo menos em condições sócio-políticas que fiquem aquém de absoluto totalitarismo, em que um super-ditador alcançasse poderes de promover engenharia genética. Digo isso a despeito das hipóteses levantadas nas chamadas utopias negativas (ou distopias) Brave New World, de Aldous Huxley (vide http://www.huxley.net/) e Walden Two, de Burrhus Fredric Skinner (vide http://en.wikipedia.org/wiki/Walden_Two).
Vamos, portanto, aos três tipos de igualdade que me parecem alcançáveis em condições não exatamente totalitárias – mas que podem chegar perto.
1) Um tipo de igualdade é a chamada igualdade formal, diante da lei. Esse tipo de igualdade pressupõe que a lei (e, conseqüentemente, o governo) deve tratar todos de forma igual, sem qualquer discriminação, simplesmente em função de fato de serem humanos – mesmo que sejam totalmente desiguais em quase todos os aspectos particulares de sua vida, sejam eles naturais (biológicos e psicológicos) ou desenvolvidos na vida em sociedade (devidos ao ambiente).
Para um liberal radical como eu, esta é a única igualdade que é possível alcançar sem nenhuma violência à liberdade dos indivíduos que compõem a raça humana. Esse tipo de igualdade é perfeitamente compatível com a liberdade.
2) Outro tipo de igualdade é a chamada igualdade de resultados. Aqui não se espera simplesmente que a lei (e, conseqüentemente o governo) trate todos de forma igual, mas que todos, a despeito de suas diferenças (genéticas ou desenvolvidas na vida em sociedade), alcancem resultados iguais, do ponto de vista social e econômico, com o que resolverem fazer com sua vida.
Segundo esse ponto de vista, desigualdade sociais e econômicas são inaceitáveis – representam “injustiças sociais” e “iniqüidades” – e devem, portanto, ser removidas pelo governo. Assim, se uma pessoa resolve dedicar sua vida aos estudos, ficando na escola durante mais de vinte anos, para se tornar um professor universitário, e sendo obrigada a continuar estudando para alcançar o seu objetivo de vida, e outra pessoa resolve não estudar nada e viver sem trabalhar, as duas pessoas deveriam não só ter uma renda idêntica, paga pelo governo, como receber, da sociedade, o mesmo reconhecimento (status, prestígio, etc.). Da mesma forma, se alguém é extremamente talentoso na prática do futebol, e se dedica a treinar com afinco, e outro é um perneta, que não faz esforço nenhum para melhorar nesse aspecto, mas os dois querem jogar, digamos, no Milan da Itália, o governo deveria obrigar o Milan a aceitar os dois e a pagar-lhes o mesmo salário, não discriminando contra o perneta. Na verdade, não poderia haver nem mesmo desigualdades entre os times. O Luceliense Futebol Clube de minha terra natal teria de receber da sociedade o mesmo reconhecimento (status, prestígio, etc.) que o Milan e, por causa disso, ser capaz de pagar aos seus jogadores os mesmos salários (através, digamos, de subsídios governamentais).
Para que o governo pudesse tornar possível rendas idênticas para pessoas com qualificações tão diferentes, ou subsidiar times tão diferentes em qualidade, teria de ter recursos inesgotáveis. E para ter recursos inesgotáveis, teria de extrair esses recursos de quem conseguisse obtê-los, por seus próprios meios, através de seu diferencial no mercado. Uns, os mais capazes (por características naturais ou desenvolvidas), estariam, assim, financiando a igualdade dos menos capazes e dos incapazes.
Isso não se consegue sem violar drasticamente a liberdade e os direitos individuais dos mais capazes. E, com raras exceções, as pessoas, ao perceberem que estavam trabalhando em grande medida para sustentar os outros, que pouco ou nada fazem para melhorar sua situação, parariam de trabalhar tanto – levando a economia da sociedade a um colapso (como, de resto, aconteceu em sociedades comunistas).
Por isso, nem mesmo a esquerda mais radical tem defendido, hoje em dia, total igualdade social econômica como um objetivo a ser buscado. Fala apenas em reduzir desigualdades, promover “justiça social”, etc. – sem deixar muito claro o que se pretende com isso.
3) Nesse contexto, há vários que defendem a chamada “igualdade de oportunidades”. A igualdade de oportunidades seria um meio termo: iria além da igualdade formal, diante da lei, mas não chegaria ao extremo de uma igualdade total de resultados. O que se espera é que as pessoas tenham todas oportunidades iguais na vida – o que fazem dessas oportunidades, através de suas escolhas e decisões, seria problema delas. O que é preciso, afirma-se, é que “as condições iniciais” da “corrida pela vida” sejam idênticas. O que cada um faz na corrida é problema seu. Que ganhe o melhor. (Acabo de ver e ouvir na CNN Ásia um empregado da Unilever que viveu durante 35 anos na África do Sul dizer que é preciso “level the field”, nivelar o campo de jogo, ou igualizar as condições iniciais, para que haja “verdadeira competição”.
Parece bonito, quando dito assim.
Mas como é que se consegue igualizar as condições iniciais de quem nasce no Morumbi, em São Paulo, e quem nasce no sertão do Piauí? Ou de quem nasce em uma família de milionários na Suíça e quem nasce de uma mãe solteira e aidética numa tribo do deserto do Sahara? De quem tem um QI de 200 e quem tem um QI de 70? Ou de quem nasce com o talento para o futebol que tem o Ronaldinho Gaúcho e quem não consegue chutar uma bola? Ou de quem tem consegue representar como o Anthony Hopkins ou a Fernanda Montenegro e alguém que não consegue declamar uma poesia numa festinha de aniversário? Ou de quem consegue estudar competentemente os grandes mistérios da vida, da mente, ou do universo, como Darwin, Freud e Einstein, e, digamos, alguém que não consegue sequer aprender a ler, escrever e contar na escola, depois de anos de tentativa?
A meu ver, não se consegue – e é vão tentar. Isso não quer dizer que não se deve tentar melhorar a situação de quem enfrenta piores condições iniciais. Mas deve se fazer isso através da iniciativa privada e com realismo. Confiscar recursos, através de taxação, dos que nasceram em condições iniciais melhores para aplicá-los na tentativa de igualizar as condições iniciais, envolve não só interferir indevidamente com a liberdade e os direitos individuais dessas pessoas, mas, pior, fazer isso em nome de um objetivo (igualdade de oportunidades) inalcançável – totalmente utópico.
E não adianta ficar falando que é preciso não abandonar as utopias. Há utopias que são alcançáveis – e temos todo direito de tentar promove-las, com nossos próprios recursos. Mas tentar promover utopias irrealizáveis e, pior, com o dinheiro dos outros, é totalmente injustificável.
É parte da condição humana que não escolhemos o local e a data em que vamos nascer nem as condições sociais, culturais e econômicas do casal que nos gerou. E também não vamos escolher a combinação de genes que vamos herdar de nossos pais.
Só podemos escolher o que vamos fazer com a carga genética que herdamos e com as condições sociais, culturais e econômicas em que nascemos.
A natureza é imparcial no sentido de que não atribui uma carga genética excepcionalmente favorável apenas a pessoas que nascem em condições sociais, culturais e econômicas favoráveis. Nascem gênios entre os pobres e ignorantes e verdadeiras toupeiras entre os ricos e cultos.
É possível, portanto, e totalmente justificável, ajudar cada um a desenvolver ao máximo os seus talentos naturais, dentro das circunstâncias em que nasceu, com o objetivo de possa transcender essas circunstâncias e, assim, permitir que os seus filhos nasçam em condições sociais, culturais e econômicas melhores.
O que não é admissível é tentar manipular a carga genética das pessoas, para igualizá-las, nem violar as liberdades e os direitos individuais de alguns para dar aos demais condições iniciais iguais – a chamada igualdade de oportunidades.
Em Seul, 7 de novembro de 2005
Estou no momento em Seul, na Coréia do Sul.
Não tenho nenhuma dúvida de que o único jeito de o Brasil crescer economicamente e se desenvolver, não apenas econômica mas também social e politicamente – assim vindo a reduzir permanentemente a pobreza -- é estando aberto a, e se abrindo para, relações comerciais com o resto do mundo.
Sou um liberal impenitente. Mas a questão aqui não é apenas de compromisso com o liberalismo econômico. É uma questão empírica que pode ser facilmente verificada.
Tenho visitado recentemente Cingapura, Taiwan (Formosa), Hong Kong, e, agora, Coréia do Sul -- países que havia visitado há 21 anos, em 1984 (Cingapura em 1992). É inacreditável a mudança que aconteceu desde minha última visita a esses lugares. Especialmente aqui na Coréia.
É inacreditável o que vem acontecendo nesses países. Nenhum deles (considerando Hong Kong um país) deve ser denominado “em desenvolvimento”. Eles são países que se desenvolveram nas últimas décadas.
A Coréia do Sul, em especial, é um país desenvolvido hoje. A mudança é visível nos prédios, nas ruas, nos carros, na cara e na casa das pessoas. A Coréia do Sul passou para o Primeiro Mundo -- e o fez abrindo-se para o comércio mundial e investindo em educação.
Peguemos a indústria automobilística. Aqui não é proibido importar um automóvel (embora haja um imposto de importação -- pequeníssimo, comparado com o brasileiro). Mas você olha nas ruas e há quase só Hyundai (que agora é dona da Kia), Daewoo, Ssangyong... Por quê?
Ouso citar três razões.
Primeiro, porque, sendo feitos aqui, são um pouco mais baratos (em razão do fato de que não pagam imposto de importação, não tem grande custo de frete, etc.).
Segundo, porque sabem que o crescimento da indústria nacional (i.e., coreana) ajuda a manter os empregos e o nível de vida deles.
Mas não é só isso.
Mas há um terceiro fator importante: orgulho do país. Aqui as pessoas preferem comprar um produto feito aqui a comprar um produto importado. E o fazem, em grande medida, porque têm orgulho do fato de que o país conseguiu se desenvolver e produzir carros (e outros produtos) de qualidade comparável à de outros países já estabelecidos no Primeiro Mundo há tempos.
As companhias coreanas que fabricam automóveis hoje têm sócios estrangeiros, mas têm grande participação coreana. Mas as marcas são coreanas -- e o mundo inteiro sabe disso. Essas empresas foram capazes de conquistar o mercado interno e competir no mercado mundial, porque, apesar de haver uma preferência pelo produto nacional, por orgulho e porque o crescimento da indústria nacional ajuda a manter os empregos deles, não há xenofobismo do tipo expresso na última Cúpula das Américas. Aqui na Coréia não há aquele sentimento de inferioridade de que o resto do mundo conspira para perseguir o país.
Peguemos a indústria de eletrônica de consumo... Hoje passei umas seis horas num shopping de eletrônica, chamado Techno-Mart. Tem dez enormes andares, cada andar dedicado a um tipo de produto. Dos dez, dois são dedicados a produtos estrangeiros -- mais caros um pouco, por causa de frete e porque impostos de importação não foram (ainda) totalmente eliminados. Dos dez andares, seis são dedicados a produtos coreanos (dois são de restaurantes, loterias, etc.). Têm de tudo, desde produtos da Samsung (líder mundial em chips, notebooks, monitores, inclusive LCD, câmeras, etc.) até televisores, aparelhos de som, geladeiras, freezers, máquinas de lavar e secar -- tudo com marcas coreanas.
Por que a Coréia do Sul foi tão bem sucedida em algo que nós, brasileiros, não conseguimos fazer -- apesar de termos um país muito maior, muito mais cheio de recursos?
Em termos de território, a Coréia é um paisico. Economicamente, está pertinho do gigante Japão, a segunda economia do mundo. Politicamente, está grudada na China, um monstro de país, e é um país dividido, com metade do país ainda sob regime comunista. Culturalmente, fala uma língua que o resto do mundo dificilmente consegue aprender: os coreanos não têm nenhuma dúvida de que são eles que têm de aprender outras línguas, em especial o Inglês.
(No Techno-Mart fiquei bobo de ver a quantidade de dicionários eletrônicos: os dicionários são um produto que vende adoidado aqui. E não só os eletrônicos: numa livraria que visitei, a seção de livros destinados ao aprendizado de línguas [dicionários, gramáticas, etc.]).
E há as diferenças culturais: a idéia de que cada um é responsável pela sua sorte, que ninguém deve ficar esperando o governo resolver seu problema, que o que cabe a cada um depende do mérito da pessoa e não na sua capacidade de subornar, que as dificuldades que o país ainda tem de enfrentar não são causadas por conspirações do resto do mundo contra a Coréia do Sul e os coreanos... Isso tudo faz uma diferença enorme!
Poderia resumir dizendo que a Coréia do Sul é um país sério. O Brasil, como de Gaulle claramente viu, "n'est pas un pays sérieux". Aí está a diferença.
Há desigualdade social aqui? Claro que há -- como há em qualquer país que se desenvolve e enriquece. (A desigualdade acontece porque alguns se tornam ricos, não porque alguns se tornam pobres). Há gente que prefere sair e tentar a sorte em outros países, inclusive no Brasil? Claro que há -- isso acontece em qualquer país. Mas, em geral, há confiança no país -- e mais do que isso: orgulho do que o país foi capaz de realizar em tão pouco tempo.
A divisa entre a Coréia do Sul e a do Norte impede os do norte de vir para o sul: os do sul não querem ir para o norte... A Coréia do Norte é a Cuba da Ásia. O símbolo do atraso e da pobreza. Mas têm armas nucleares -- que os cubanos também teriam se o Kennedy não tivesse sido macho (uma única vez, a despeito da fama construída) em 1960.
A esquerda que domina a política e a cultura de boa parte da América Latina é a grande que responsável por manter esse continente no atraso. Espero que o presidente Vicente Fox do México e os demais países (fora os do Mercosul e a Venezuela) façam acordos independentemente ou em grupo, com os Estados Unidos e a Nafta. Chávez, e os bobocas do Mercusul precisam de uma lição. O Chile, para mim, é o exemplo de um país com a cabeça no lugar na América do Sul.
Quanto ao Lulla?
Tendo a achar -- ou pelo menos a esperar -- que a sua eleição terá, no médio e longo prazo, sido boa pro Brasil. Se nos vacinar contra a demagogia do PT e da esquerda, terá sido ótimo. Teremos avançado um pouco, ainda que por linhas tortas.
Em Seul, 6 de novembro de 2005
Comento o artigo abaixo sobre o suposto bloqueio dos Estados Unidos a Cuba.
Acho o máximo esse tipo de história que a esquerda consegue inventar...
1) Os Estados Unidos não estão nem nunca estiveram bloqueando Cuba (exceto durante o breve episódio da crise dos mísseis, em 1960, em que Kennedy enfrentou Kruschev). Se o que hoje existe fosse algum tipo de bloqueio, todo mundo veria navios e aviões americanos patrulhando a costa e o céu de Cuba para impedir que navios e aviões de outros países chegassem lá com qualquer mercadoria. Isso absolutamente não existe. A esquerda pretende caracterizar como bloqueio o que de fato é bloqueio – e pretende fazer isso pelo cansaço, pela simples repetição catecísmica ca mesma besteira.
2) O que os Estados Unidos vêm fazendo com Cuba é um embargo. Sobre quem recai o embargo? Exclusivamente sobre as empresas americanas, que estão proibidas, pelo governo americano, de comercializar com Cuba -- vender e/ou comprar – e sobre os cidadãos americanos, que têm sua liberdade de viajar para Cuba restringida (não podendo viajar diretamente dos Estados Unidos para Cuba: quem quer ir lá (e muitos vão) tem de passar por um outro país e conseguir uma autorização de entrada em Cuba.
3) Os Estados Unidos não tentam, e se tentassem não conseguiriam, impedir nem mesmo seus aliados mais chegados de comercializar com Cuba. Todos os países do mundo comercializam com Cuba, menos os Estados Unidos. E não tentam, e se tentassem não conseguiriam, proibir cidadãos de outros países de visitar Cuba: eu mesmo já estive lá. Na verdade, os Estados Unidos não conseguem nem mesmo proibir americanos de visitar Cuba: vira e mexe tem americano lá em Cuba. Se é famoso e de oposição ao atual governo, tem grande cobertura da imprensa.
4) Embargos são atos unilaterais, sim. No momento vários países embargaram a compra de carne bovina brasileira – e o fizeram unilateralmente, sem consultar se o Brasil estava de acordo com o embargo. No caso do embargo dos Estados Unidos contra Cuba, o embargo também é unilateral: foi decretado pelos Estados Unidos, sem consultar se Cuba estava de acordo (pelo jeito não está...), e incide sobre empresas dos Estados Unidos e cidadãos americanos.
5) A propósito, Fidel Castro tem um embarguinho dele também: proíbe os cubanos de sair de Cuba para os Estados Unidos (porque ele sabe que, se saírem, ficarão por lá).
6) Não há a menor dúvida de que o embargo foi decidido pelos Estados Unidos para trazer prejuízos econômicos para Cuba, sim... Cuba está vendo, no processo, o quanto é ruim não poder vender nada pros Estados Unidos nem comprar nada dos Estados Unidos. E é bom que veja.
7) O exercício, por Cuba, do chamado jocosamente de jus sperneandi é prova inequívoca de uma coisa: Cuba quer poder comercializar com os Estados Unidos (porque com o resto dos países do mundo já comercializa, o embargo americano não os afetando).
8) Cuba, entretanto, não tem direito de comercializar com os Estados Unidos – comercializa apenas se os Estados Unidos quiserem. O Brasil quer vender um número enorme de coisas para a Argentina (por exemplo), que a Argentina não quer comprar do Brasil. Há, nesse caso, um embargo parcial. Comércio é assim mesmo, é algo que exige dois parceiros: se um não quer comercializar, o outro não pode pretender que um direito seu foi lesado. Ponto final.
9) É o cúmulo da idiotice e da imbecilidade tentar quantificar o prejuízo que Cuba vem tendo com o embargo americano... Seria ótimo ver a memória e a metodologia dos cálculos que levaram aos "54 mil millones de dólares".
10) Esse negócio de denunciar os Estados Unidos à ONU ou de afirmar que os Estados Unidos estão fazendo terrorismo, ato de guerra, genocídio, etc. contra Cuba é um papo furado que não convence ninguém. Só é repetido por cacoete de quem reza pelo catecismo comunista diariamente.
Por fim, pessoalmente acho que os Estados Unidos deveriam levantar o embargo. Acho, porém que só vão levantá-lo quando o Fidel Castro morrer. Não vão querer dar o gostinho ao ditador caribenho de dizer que sua luta foi finalmente bem sucedida.
Em Chicago, 4 de novembro de 2005
-----Original Message-----
From:Antonio
Morales
Sent: Thursday, 03 November, 2005 22:27
To:
discutindo@livremente.net
Subject: [LivreMente] La ONU y el
bloqueo a Cuba
La ONU y el bloqueo a Cuba
Rodrigo Santillán Peralbo (*)
El daño económico causado al pueblo cubano por la aplicación del bloqueo impuesto, unilateralmente, por Estados Unidos desde hace 45 años, asciende a unos 82 mil millones de dólares. A esa monstruosa cifra debe agregársela 54 mil millones de dólares por daños directos a objetivos económicos y sociales por efecto del terrorismo organizado, financiado y ejecutado por Estados Unidos a través de la CIA
Lucha por la independencia y la unidad de América latina
Ese bloqueo económico, comercial y financiero practicado por Estados Unidos, es el más prolongado y cruel que haya conocido la historia de la humanidad y forma parte esencial de su política de hostilidad y agresiones contra el pueblo cubano.
Su objetivo, definido el 6 de abril de 1960, ha sido la destrucción de la Revolución Cubana "a través del desencanto y el desaliento basados en la insatisfacción y las dificultades económicas," negarle dinero y suministros a Cuba, para disminuir los salarios reales y monetarios a fin de causar hambre, desesperación y el derrocamiento del gobierno, según consta en el informe secreto del funcionario del Departamento de Estado, I. D. Mallory, desclasificado en 1991.
El bloqueo contra Cuba, con sobra de razones, ha sido calificado como genocida conforme con la Convención de Ginebra de 9 de diciembre de 1948, por cuanto son "actos perpetrados con la intención de destruir total o parcialmente a un grupo nacional." Estados Unidos ha pretendido, inútilmente, destruir al pueblo cubano y su Revolución, ya sea con el bloqueo o con otros actos de guerra violatorios de los principios y normativas del Derecho Internacional.
La Asamblea General de la Organización de Naciones Unidas, resolvió en trece ocasiones, que Estados Unidos ponga fin a esa política de bloqueo que es una política de guerra, perpetrada por la primera potencia mundial, en contra de una República libre y soberana que no ha cometido más delito que ejercer el derecho a la autodeterminación.
La ONU se apresta a dictar una resolución que condene ese injusto e inhumano bloqueo y lo hará con el apoyo, casi total, de todos los países miembros. Estados Unidos tiene la obligación de acatar las resoluciones de la ONU.
* Rodrigo Santillán Peralbo: Periodista ecuatoriano, miembro del Consejo Editorial de Altercom, presidió de la Unión Nacional de Periodistas, profesor de la Universidad Central del Ecuador, autor de varios estudios publicados, fue director de la Revista Siempre, ahora integra el Tribunal Contra la Guerra y es columnista del Diario Nacional La Hora.
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02/09/2006 11:03